segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Homens de Leão

Depois de um tempão sem escrever e sem inspiração, recebi este verdadeiro Raio X escrito por algum astrólogo a pedido por uma mulher interessada em um homem de leão. Se não é 100%, passa de 90. Vejam:

Autor Desconhecido (pelo menos pra mim).
Não é nada raro que o leonino revele seu lado orgulhoso, fazendo uso
de seu estilo folgadão, brincalhão e bem humorado.


Se existe algo que eles realmente adoram é chamar a atenção, seja
através de suas qualidades intelectuais ou de seu jeito quase sempre
bem humorado de resolver os problemas ou ensinar como resolve-los.
Sim, ele adora mostrar o que está errado e dar a solução para os
problemas dos outros!

O Leão não é do tipo que fica sem jeito diante de um elogio(mesmo que
finja) pois sua vida gira em torno de sua necessidade de
reconhecimento. De que adiantaria ser o rei da selva se ninguém notar
que ele é simplesmente o melhor? Mas o leonino não é do tipo que fica
falando pelos cantos que é o melhor, ele simplesmente faz o melhor e
espera que todos reconheçam todo seu esforço.

Se você não elogia-lo varias vezes por dia, ele vai achar que você não
tem muita sensibilidade para o que é bom!

Eles são ótimos em resolver problemas, mesmo os mais difíceis, e não é
raro que passem dias e dias trabalhando até que consigam solucionar um
problema na linha de montagem na fábrica em que trabalha.

Você sempre notará um ar de domínio e superioridade no leonino quando
ele estiver diante de uma dificuldade, mesmo que esta “dificuldade”
seja conquista-la. Se ele resolveu que você será dele, pode ter
certeza de que a idéia de que é boa demais para ele nunca passou nem
passará por sua cabeça!

Ele vai tentar algumas vezes, todas bem diretas, sem jamais abrir mão
de sua posição de superioridade. E, se não tiver sucesso vai partir
para outra conquista deixando em você a impressão de que não tem mais
nenhum interesse para ele. E não vai ter mesmo! Ele é assim: Depois de
ficar louco para conquistar uma mulher e não ser correspondido, perde
todo o interesse, e a Deusa de ontem, acaba se transformando em uma
“ninguém”.

Seu lado bem humorado e brincalhão é do tipo que tira todo mundo do
sério e faz com que você se pergunte se esta diante de um palhaço ou
de um gênio na arte de fazer graça. Mesmo que pareça um boboca com
suas brincadeiras e seu jeito exagerado, o leonino nunca fará o papel
de bobo da corte. Na verdade ele esta apenas se fazendo notar com suas
piadas e brincadeiras.

Uma coisa que deve saber a respeito do homem de leão é que eles adoram
bajulação.

Se tem um patrão de leão, e conseguir chegar perto o bastante para que
ouça o quanto acha que ele é inteligente, vai ver que sua carreira na
empresa vai ser muito mais promissora do que pensava. Mas não tente
engana-lo, ele é muito inteligente para diferenciar um elogio de uma
mentira! E o mesmo acontece com o homem amado, sabia? Ele não quer
ouvir que você o ama ou que ele é um amor de pessoa, prefere muito
mais ser alimentado com frases do tipo:
“Além de ser um ótimo marido, é o melhor mecânico que já conheci.”

Sempre que puder elogie suas qualidades, sejam elas intelectuais,
manuais(eles são ótimos em construir coisas) ou profissionais. Só tome
cuidado para não exagerar nos elogios quanto a sua sexualidade, ou ele
vai querer que o MUNDO saiba o quanto ele é gostoso na cama!

Outra coisa que poucos conseguem evitar é olhar para outras mulheres.
Não esquente a cabeça com cenas de ciúmes, pois eles adoram tudo o que
é belo e não conseguem evitar de reparar naquela mulher que acabou de
passar. Está certo que muitos ficam hipnotizados, mas isto não quer
dizer que ele vai pular a cerca.

Quanto a pular a cerca eles são do tipo que nunca dão um sinal de que
estão prestes a faze-lo.
Mesmo que as coisas estejam as mil maravilhas entre vocês, nada vai
evitar que ele vá para a cama de outra mulher se achar que deve. Ele
vai sentir um certo peso na consciência (que vai durar alguns minutos)
mas só existe um amor em sua vida: Ele.

Mesmo amando perdidamente uma mulher, se ela for embora, não perderá
tempo em arrumar outra para substituí-la. E, os amigos dificilmente
saberão que seu coração está partido. Afinal, fica difícil perceber
alguma coisa em um homem que não perde tempo em aparecer com uma nova
conquista como se a anterior nada significasse.

Aposto que deve estar achando que ele é tão folgado e orgulhoso que
nunca seria ciumento ou possessivo, certo? Errado!
Ele pode ter dez amantes e vai sentir-se dono de todas! E, se não
quiser provar do veneno de seu ciúme, é bom aprender que deve
assegura-lhe que é sua o tempo todo! Tentar chamar sua atenção ou
prende-lo ao seu lado com comportamentos que possam deixa-lo enciumado
é pura perda de tempo. Antes de odia-la até a morte ele vai fazer da
sua vida um inferno!!

Mas o leãozinho também sabe ser um companheiro amável e muito
prestativo com as mulheres, do tipo que procura fazer de tudo para
agrada-las.

Você não precisa de nenhum esforço para faze-lo tomar a iniciativa de
ser romântico. Eles adoram mimar as mulheres e sempre tem uma nova
idéia para esquentar o romance, mesmo que pareçam loucuras a primeira
vista. A mente do leonino sempre estará aberta para novas experiências
na cama ou para atitudes românticas como um passeio de barco ao luar

(mas é claro que vai ter sexo neste passeio também).

Se ele convida-la para jantar fora ou em seu apartamento, só vai
sossegar quando tiver a certeza de que adorou o cardápio e comeu o
suficiente. A comida é a melhor demonstração de que ele gosta de
alguém.

Conheço leoninos que odeiam cozinhar, mas sei que estão amando quando
resolvem preparar aquele jantar perfeito com vinho branco, sobremesa
etc

Nenhum amigo -incluindo o taurino-é tão amigo quanto um leonino !!!



quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Neto, o ídolo !!!

Sou viciado em futebol, desde criança despertei um interesse incomum pelo esporte mais popular do planeta, por influência do meu pai, já cresci fanático, por futebol e claro pelo Corinthians.

Leio jornais sobre esporte desde que aprendi a ler, todos os dias esperava meu pai chegar do trabalho pra ler um jornal já extinto o saudoso “Popular da Tarde” da franquia Diário Popular, hoje o Diário de São Paulo. Sempre acompanhei as revistas e todos os programas de rádio e TV, principalmente depois dos canais à cabo.
Mas o que o Neto tem a ver com isso? Explico.
Quando o Corinthians anunciou a contratação dele, eu particularmente odiei. As notícias que acompanhava dele em outros times eram sempre por indisciplina, confusão, fugas de concentração, brigas e trocas de clubes, sem contar que tinha duas marcas dele contra o Corinthians que eu estava presente, ambas no Morumbi. O golaço de bicicleta, jogando pelo Guarani em 1988, dia 24 de julho, na final do Paulistão e por coincidência, meu aniversário. Tomei chuva o dia todo e o vi correr em minha direção gritando várias vezes “eu sou foda, eu sou foda, eu sou foda”. Claro que não ouvi na hora, só depois na TV, mas a leitura labial era muito esclarecedora num estádio mudo por alguns instantes. E um gol de cabeça, pelo Palmeiras poucos meses antes de trocar o Parque Antártica pelo São Jorge.

Já tinha torcido muito por ele apenas duas vezes, durante as olimpíadas de Seul em 1988, que o Brasil surpreendentemente perdeu a final para União Soviética e também vibrei muito quando ele marcou um gol no Palmeiras em cima do Zetti, num frango histórico, na derrota para o São Paulo, no seu curto período de tricolor.
Quando ele foi contratado, meu pai adorou e profetizou: “Esse cara é craque, vai ser ídolo no Corinthians”. Duvidei e tripudiei, mas fui na sua estréia no Pacaembu, uma vitória magra de um a zero sobre o Sampaio Correia do Maranhão, gol do Fabinho, outro estreante, pela primeira Copa do Brasil, resultado que garantiu a classificação para segunda fase, uma atuação individual muito discreta.
Ainda nesta Copa, o Neto quebrou minha resistência, num jogo contra o Flamengo que ainda tinha Zico e Júnior (autores de um gol cada) no mesmo Pacaembu, o Neto marcou dois gols, sendo um olímpico, na vitória de quatro a dois. A festa só não foi completa porque esse resultado nos eliminou. A partir dali, o ídolo ganhou mais um fã.
Passei a ir nos jogos com um algo a mais, eu iria ver o Corinthians, mas sabendo que pelo menos do Neto podia esperar o inesperado, um lance mágico, uma falta fatal, um gol impossível, mas acima de tudo, muita vontade, muita raça e muita paixão.
Em 1990, o Corinthians era o Neto e mais dez, esses dez se revezavam e tratavam o camisa 10 como ele deveria ser tratado, esse trabalho de equipe nos levou ao inédito título de campeão brasileiro. O Neto salvou o time por todo campeonato, mas ele decidiu mesmo nas quartas-de-final, contra o Atlético Mineiro, ele marcou os dois gols, da virada, no final do primeiro jogo, consumando a eliminação do melhor time de toda competição e também na semifinal, no gol de falta contra o Bahia, de um goleiro chamado Chico que pegou até pensamento, ambos no Pacaembu, onde o
Neto marcou mais da metade da sua história, essas atuações nos garantiram na finalíssima.
Contra o São Paulo, time do Telê, logo de cara ele cobrou uma falta desviada para o gol , de joelho, pelo Wilson Mano. Vantagem revertida e aumentada na vitória no segundo jogo, desta vez com gol de Tupanzinho, com participação do Neto quando a bola passou pelo meio-campo. O Corinthians era campeão brasileiro e o Neto, eternamente ídolo da fiel.
Essa minha verdadeira devoção por ele, se deve muito mais a atuações fantásticas dele em jogos e vitórias esporádicas do que à títulos e muito também a suas atitudes dentro e fora de campo, sem contar que na sua contratação, eu tinha 16 anos, fase onde fixamos nossos ídolos. Vivi toda a fase do Neto no Timão, o vi no ápice (de 89 a 91) e também no final (97), estava no estádio no dia da cusparada no José Aparecido e no dia que marcou seu primeiro gol contra o Tiradentes de Brasília e também ultimo gol contra o Goiás, acompanhei suas contusões nos tornozelos e todos seus regimes, até quando se propôs a correr a São Silvestre, para poder provar que tinha condições de voltar a jogar, mas independente do que podia render, ele sempre deu o máximo, mesmo que fosse para bater um mísero escanteio.
Não quero me alongar, poderia escrever dias sobre ele, mas não posso deixar de mencionar alguns gols, como seu gol no Maracanã contra o Flamengo, quase do meio do campo, seu gol num empate heróico contra o São Paulo, no final do jogo, com muita chuva, no canto esquerdo do Zetti, nos salvando da derrota. E também o gol mais bonito dele na minha opinião. Esse gol tem história.
Era uma dia de semana, não sei se uma quarta ou quinta-feira, teve greve de ônibus em São Paulo, o ano era 1991. Eu trabalhava no Banco Bandeirantes, já extinto, e o Banco, pagava taxi para os funcionários que moravam longe do metrô chegassem a uma estação, mas eu morava muito longe, então meu chefe me liberou e não fui trabalhar, justo no dia que o Corinthians jogaria numa tarde de dia útil. Mas se não tinha ônibus para trabalhar, não tinha pra ir ao jogo, eu era moleque, tinha 17 anos, decidi então ir ao jogo de bicicleta. Era uma caloi cruizer, sem cambio, vermelha, pesadíssima e a distancia uns 25 km. Levei a corrente e o cadeado do portão da minha casa, escondido dos meus pais e fui pro jogo, demorei duas horas pra chegar. Prendi a “magrela” num poste na praça Charles Miller e entrei. O jogo era contra o Cruzeiro, que tinha um goleiro chamado Paulo Cesar, freguês de caderneta do Neto, não lembro um jogo sequer que o Neto não tenha feito gol nele. Neste dia, estava dois a um para o Corinthians, dois gols dele, no final do segundo tempo, o Cruzeiro perde a bola no campo de ataque, passam a bola pro Neto e ele sai em disparada, cruza o meio campo com a bola dominada, atravessa o campo, ganha do zagueiro e toca na saída do Paulo Cesar, um golaço. Voltei meus 25 km de alma lavada, não só a alma, caiu aquela tempestade de final de tarde, mas era só alegria. Nunca esquecerei esse gol marcado do lado dos portões principais do Pacaembu.
Claro que não mencionei todos os gols que vi no estádio e na TV, ainda me lembrarei de muitos deles, e os que eu achar imprescindíveis os registrarei aqui posteriormente.
Uma coisa eu sei, ter ídolos é um perigo, toda sua devoção pode voltar na sua testa quando este cometer um erro ou uma traição, principalmente no futebol, mas com o Neto nunca me decepcionei, ele hoje como comentarista, fala muita bobagem, mas fala muita coisa boa também, o acompanho como na época que jogava, seja na Transamérica, Bandeirantes, Band Sports ou no blog da UOL. Já estive três vezes na Rádio Transamérica, todas as vezes ele me recebeu muito bem, não só a mim como a qualquer pessoa que o procura. Ele é exatamente o mesmo cara que víamos no campo ou o vemos na TV. Ele é um ídolo na acepção da palavra. Um dos poucos que ainda mantenho. Não é a toa que ele está em todas as listas dos maiores jogadores da história do Corinthians. É mesmo o eterno Xodó da Fiel.
Até !!!

Luxemburgo Senador ? Nãããããããão !!!

É com muita surpresa e indignação que trato essa história do técnico de futebol Vanderlei Luxemburgo da Silva desejar candidatar-se ao Senado pelo estado de Tocantins. O caso é sério, ele deseja trabalhar até o final de 2009 no futebol, hoje ele está no Santos e nem uma possível, porém difícil classificação da equipe santista para a Libertadores em 2010, o fará mudar de planos, que seria mudar-se para Palmas, capital do Tocantins, firmar domicílio eleitoral para formalizar a candidatura.


Todo cidadão brasileiro tem o direito de se candidatar ao que bem entender, nosso suado e tão sonhado regime democrático tem essa virtude, mas o bem-sucedido treinador não me parece uma boa opção para uma vaga tão importante, principalmente depois de um ano como esse de tantos escândalos que nos deixam sempre com a sensação da mais escabrosa impunidade dos nossos políticos.

Mas por quê não o Luxa?

Pra começar, política é coisa séria, não se pode misturar talentos da música, futebol, rádio e TV, com política, é até comum isso no Brasil, mas é uma lástima porque esses caras pegam carona na popularidade, se elegem e normalmente não fazem nada de produtivo, estão apenas a procura de uma teta bem gorda do orçamento para mamarem até a última gota e muito interessados na descabida imunidade e foro privilegiado. O fato de um profissional ser bom na sua área de atuação não corresponderá a um bom político. Pra citar três exemplos ridículos, Biro-Biro, eleito vereador em São Paulo nos anos 80 e atualmente Frank Aguiar deputado federal e Túlio Maravilha deputado estadual em Goiás, ambos em exercício.

Voltando ao Luxemburgo, ao contrário do seu ótimo currículo como treinador, na vida pessoal ele não tem muito do que se orgulhar. Ainda jovem, falsificou documentos, adulterando a idade para baixo pra levar vantagem nas categorias de base e se tornar jogador profissional. A adulteração mudou a grafia do seu primeiro nome, de Vanderlei para Wanderley. Décadas depois foi descoberto, processado e punido, teve que aumentar sua idade e voltar a ter o nome sem “W” e “Y”.

Logo que ele encerrou a carreira de jogador de futebol mediano, eterno reserva, montou uma agencia de carros usados e distribuiu uma enorme quantia de cheques sem fundos em Madureira-RJ, encerrou o negócio e voltou ao futebol. Tempos depois, já treinador de sucesso, na primeira passagem pelo Palmeiras, teve que resgatar diversos cheques e ressarcir várias vítimas, foi o primeiro preço da fama e da popularidade, credores e oficiais de justiça eram freqüentadores assíduos dos jogos no Parque Antartica.

Ainda no Palmeiras, foi acusado por uma manicure de tentativa de estupro. Durante o processo, Luxemburgo preferiu fazer um acordo e a vítima retirou a acusação. O que deixa no mínimo a suspeita de culpa, pois se inocente fosse, tinha obrigação de provar sua idoneidade e levar o processo até o final.

No início desta década, no auge da carreira, treinador da seleção brasileira, a casa dele literalmente caiu, após uma briga com uma secretária e amante, foi delatado por ela e se viu num atoleiro de escândalos. Foi descoberta a fraude no nome e na idade, processado por evasão de divisas, sonegação de impostos federais, que somadas a uma eliminação precoce do Brasil nas olimpíadas de Sydney, perdeu o emprego e a chance de disputar a copa de 2002.

Não parou por aí, se associou ao Sr. Elias, dono de um bar e restaurante, tradicionalíssimo reduto palmeirense, próximo ao parque antártica. Não só foi responsabilizado pela falência da empresa como processado pelo próprio Elias e depois de sua morte, pela família.

Está sendo processado também pelo ex-jogador Edmundo, por não ter pago um empréstimo, teve seus cheques protestados e executados judicialmente.

Ele tem um envolvimento muito comprometedor com o clube empresa Irati do Paraná, sempre

contrata diversos jogadores desse time independentemente de onde trabalha, principalmente no Santos, onde aparenta ter livre acesso com o eterno presidente Teixeira.

Diante de tudo isso, das duas, uma. Ou ele é o cara certo para o lugar certo, se considerarmos nosso senado como uma casa de bandidos de colarinho branco e com “impunidade” parlamentar (ou seria imunidade?) e um festival de atos secretos e nepotismo, onde ele certamente iria nadar de braçada e encaixar-se como uma luva, ou ele não tem a menor condição de assumir tal responsabilidade por ter um passado no mínimo conturbado.

Pra pessoas, como eu, que ainda tem um pingo de esperança de ter um país melhor, com um congresso nacional e senado melhor e com pessoas aparentemente melhores, não é possível acreditar em uma pessoa como o Sr. Vanderlei, num cargo tão importante como senador.

Eleitores de Tocantins, acordem !!! Deixem que o Luxa fique onde está e onde é bom, no futebol ele pode ganhar muito mais e honestamente, ele pode e tem muita competência inclusive para dirigir o Brasil numa copa do mundo, sendo sede ou não, ele tem muitos títulos pra conquistar e muitos jogadores a revelar, nosso futebol precisa muito mais dele que a nossa política que está saturada, já está cheia de gente que só quer tirar proveito, nosso senado já tem problemas demais, temos muitos Sarneys, Collors, Garibaldis, Heráclitos e Virgílios para nos preocupar e eliminar.

Parodiando a gordinha da TV, “Luxa, na política não pooooooooode !!!”

Até !!!

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Cinema Nacional em Tempos de Paz e Qualidade

Fico muito feliz cada vez que assisto um bom filme nacional. Sou do tempo da pornochanchada, umas porcarias cinematográficas que desperdiçaram por anos e anos o talento de atores hoje consagrados, onde se privilegiava sexo, nudez e palavrão. Esses filmes criaram em nós a sugestão que filme brasileiro não presta.

A história ou o roteiro pouco importava. Eles não ligavam nem para os títulos, vi um esses dias na TV à cabo de nome “Rebuceteio”, é mole? E estou falando de diretores de renome, Arnaldo Jabor, Plínio Marcos e Glauber Rocha.

Vi recentemente uma entrevista do Pedro Paulo Rangel e ele cita uma frase da Maria Padilha: “Canal Brasil, quem deve, teme.” Tão constrangedor que é para essas atrizes rever suas atuações medíocres, e pior, seus netos, filhos e fãs as verem em indecorosas posições. O Canal Brasil é da TV à cabo, da Globosat, que exibe esses filmes regularmente.

Lembro que tinha uma sessão de filmes, exibidos na TV Record, canal 7 em São Paulo, que passava esses filmes, às sextas-feiras, 22:00 horas. Para os da minha idade, a famosa “Sala Especial”. Nossos pais faziam o possível para que não assistíssemos, mas para um pré-adolescente em ebulição hormonal era o máximo, e pra isso, muito útil.

O tempo passou, a ditadura acabou, os censores sumiram, leis de incentivo foram aprovadas e com muito custo, o cinema brasileiro conseguiu se reestruturar, se tornar confiável e até nos impressionar pela qualidade.


Na semana passada assisti “Tempos de Paz”, filme de Daniel Filho, com base na peça de Bosco Brasil que também é roteirista do filme e com atuação magistral de Dan Stulbach e Tony Ramos. Simplesmente emocionante. A mistura exata de drama e comédia.

O ponto alto do filme é um monólogo onde o personagem do Dan Stulbach é desafiado a fazer o chefe da alfândega do Rio de Janeiro, um cruel ex-torturador da polícia política do Getúlio Vargas, (Tony Ramos) a chorar. Ele começa a contar a história de um antigo professor de latim que falava 17 idiomas e que morre à míngua graças a crueldade incomparável dos nazistas, fazendo uma belíssima analogia entre os homens, racionais e providos de uma ignorância hedionda e os animais irracionais tão mais sensíveis e incapazes de mazelas tipicamente humanas.

O filme é na verdade uma peça teatral no cinema, que se passa praticamente em todo o tempo num único cenário, um galpão da alfândega carioca. Mas o texto nos prende do inicio ao fim. No monólogo que cito acima, percebi em um determinado momento que estava sem respirar, tal a concentração para não perder nenhuma palavra do que o Dan dizia, realmente um primor.

Tenho o péssimo hábito de não ter me habituado a freqüentar teatros, fui pouquíssimas vezes. Primeiro por falta de grana, era caro, mas com o tempo o preço ficou acessível e mesmo assim sempre preferi bares, cinema e futebol como entretenimento, e depois de ver este filme que é baseado numa peça, percebo o quanto perdi.

Deixo aqui meus sinceros cumprimentos aos atores Dan, que sou fã desde que soube que ele era corinthiano e por ser tão bom quanto é, Tony Ramos que dispensa apresentações, ao diretor Daniel Filho que fez um excelente trabalho e principalmente para o autor Bosco Brasil, uma história sensacional.


Um abraço a todos.


Até !!!

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Aos nossos "brilhantes" senadores

Estão nas mangas dos Senhores Ministros
Nas capas dos Senhores Magistrados
Nas golas dos Senhores Deputados
Nos fundilhos dos Senhores Vereadores
Nas perucas dos Senhores Senadores
Senhores! Senhores! Senhores!

Minha Senhora! Senhores! Senhores!
Filha da Puta! Bandido! Corrupto! Ladrão!

Filha da Puta! Bandido! Corrupto! Ladrão!
Sorrindo para a câmera sem saber que estamos vendo

Chorando que dá pena quando sabem que estão em cena
Sorrindo para as câmeras sem saber que são filmados
Um dia o sol ainda vai nascer quadrado

Estão nas mangas dos Senhores Ministros
Nas capas dos Senhores Magistrados
Nas golas dos Senhores Deputados
Nos fundilhos dos Senhores Vereadores
Nas perucas dos Senhores Senadores
Senhores! Senhores! Senhores!

Minha Senhora! Senhores! Senhores!

Filha da Puta! Bandido! Corrupto! Ladrão!

Filha da Puta! Bandido! Corrupto! Ladrão!

Isso não prova nada!
Sob pressão da opinião pública é que não haveremos de tomar nenhuma decisão!
Vamos esperar que tudo caia no esquecimento e eí então... Faça-se a justiça!

Sorrindo para a câmera sem saber que estamos vendo

Chorando que dá pena quando sabem que estão em cena
Sorrindo para as câmeras sem saber que são filmados
Um dia o sol ainda vai nascer quadrado

Vamos arrumar vossas acomodações, Excelências.

Filha da Puta! Bandido! Corrupto! Ladrão!
Filha da Puta! Bandido! Corrupto! Ladrão!
Filha da Puta! Bandido! Corrupto! Ladrão!
Filha da Puta! Bandido! Corrupto! Ladrão!

Composição: P. Miklos, T. Bellotto, C.Gavin

Obrigado aos Titãs !!!

The Wall Café

Era sábado à noite, eu e a Dri nos encontramos com um casal de amigos para sair, beber e ouvir boa música, coisa rara em São Paulo, a maioria dos bares e casas de show se contaminaram de pagode, axé, forró e mais um monte de merda que se ouve hoje em dia. O casal na época era o Ricardo e a Agatha, isso no início desta década.


Fomos à treze de maio, no bixiga, lá eu tinha certeza que alguma casa teria rock ao vivo, o que procurávamos. Subimos a rua e fomos sendo abordados pelos promotores dos bares até que um me convenceu. Ele falava muito rápido, uma bicha meio afetada disparou a dizer nomes de bandas: “Aqui você vai ouvir Led Zeppelin, Deep Purple, Queen, Whitesnake, Van Halen, Ozzy Osbourne, Aerosmith, Metallica, Pink Floyd, Iron Maiden, Journey entre outras.”


Só lembro que disse pra ele: Cara, se você arrumar uma mesa, eu vou entrar, mas se não tocar tudo isso que você falou, você vai ter problemas. O nome dele era Pedro e ele arrumou uma mesa no fundo do Bar, de alguém que reservou e não chegou no horário. Ele tinha razão, os caras tocaram tudo e mais um pouco.


Estávamos no The Wall Café, foi a primeira vez que vi a Columbia Rock, nunca tinha visto e ouvido ao vivo, cover de tantas bandas e com tamanha qualidade. Simplesmente viciei no bar. Nesta época, a Columbia tocava todas as sextas e no ultimo sábado de cada mês, eu ia em todas.




Teve um ano que exagerei, roubaram meu carro, não tinha seguro, demorei seis meses para comprar outro e nesse período ia ao The Wall todas as sextas e sábados. Por estar no centro, dava pra voltar de metrô depois que saía do bar. Quando finalmente parei de andar a pé, já tinha me acostumado e continuei indo.


Nestes anos todos, quase dez, levei mais de cem amigos e parentes pra conhecer e curtir o lugar e estes por sua vez, levaram mais e mais amigos, progressão geométrica. Só de aniversários, esse ano foi o oitavo consecutivo comemorado lá, me tornei amigo particular do dono, Wallace Van Loon, seu filho Jr. e sua esposa Angela, fui até no seu casamento.


Todas as pessoas perguntam pro Wallace se “The Wall” é um trocadilho com o nome dele, tipo “The Wallace” (vivo chamando ele de TheWallace), mas ele jura que não, diz que batizou o bar com esse nome por causa do Pink Floyd, banda muito pedida na época da abertura.


O Wallace é uma figuraça, ele é dono, baterista e fundador da Columbia Rock, com 28 anos de estrada. Conheço quase todos os funcionários do bar e os outros músicos da banda.




Recentemente conheci várias pessoas que freqüentam o bar assiduamente e tenho certeza farão parte dos meus amigos por muito tempo. São todos pessoas muito agradáveis de se conviver: Messina, Dogô, Roberta, Aninha, Camilla, Letícia, Amanda, Leslie, Tatiana, Eric, Dimas, Fernanda, Claudinho, Areia, Tico Judas, Miltinho, Carol e Carlos. Foi no The Wall também que conheci a Ruthinha, amigona da ZL, o Douglas Coronel, ex-tecladista da Columbia e o Ackua, um santista gente muito boa, vocalista de mão cheia, ex-Columbia e hoje com trabalho próprio na Ackuaband, que também acompanho, quando posso.

O The Wall Café, já deixou de ser um bar, virou a extensão da casa de todos nós que não conseguimos parar de ir. A resposta pra isso, está na maneira com que o Wallace cuida do bar, junto com todos os que o ajudam a administrá-lo. Eles trabalham como se fossem da mesma família. Todos tratam o Wallace carinhosamente de Tio, inclusive nós. Tem até coro, na hora de apresentar a banda, os aniversariantes e fazer umas brincadeiras secretas, a galera o chama: “Vai Tio, Vai Tio, Vai Tio”, até ele sair da bateria a agitar a turma.


Tudo que ele faz é com muito carinho e muita energia, ele demonstra a cada minuto, que o que importa nessa vida é fazer o que gosta. É muito comum, quando não está tocando, vê-lo distraído curtindo a banda ou mesmo um vídeo no telão, brincando com os clientes ou com as garçonetes, nunca está de mau humor, é realmente cativante.


Por fim, só gostaria de registrar que o The Wall, é praticamente uma ilha em São Paulo quando se quer curtir o bom e velho Rock com qualidade, o bar é simples, aconchegante, o palco é baixo, a banda está sempre perto, a cerveja está sempre gelada e não tem frescura.


Se alguém fizer algum comentário, gostaria que contasse alguma história falando do bar, aliás vou propor isso na comunidade que criei no Orkut “Loucos por The Wall e Columbia Rock”, vamos registrar os bons momentos.
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Segue aqui uns links de vídeos que postei no youtube.
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http://www.youtube.com/watch?v=5U47okxEF6A Michael Jackson e Pink Floyd
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http://www.youtube.com/watch?v=vf7Zl0_YAO4 AC DC
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Vou parar por aqui senão me atraso e a fila do chopp vai estar muito grande, desse jeito, perco meu lugar na mesa. Fui !!!


YYYYYYEEEEEHHHHHH !!!!!!!!!!!!

Hoje é dia de pizza !!!


Depois de muito barulho, muita falação, brigas e mentiras, o Conselho de Ética do Senado, através do suplente do suplente senador Paulo Duque, resolveu arquivar as 4 primeiras representações para afastamento do presidente do senado José Sarney.

Nós já estamos acostumados, o que é horrível, algo que era para ter uma comoção geral, iniciar protestos, passa batido como se fosse uma notícia comum.

No início desse ano, tive uma das maiores decepções políticas da minha vida, quando foram eleitos José Sarney e Michael Tamer para presidentes do senado e da câmara federal respectivamente. Foi um retrocesso sem precedentes, esses caras não largam o osso nunca. O bigodudo fez tanta merda no estado dele, o Maranhão, que foi ser senador no Amapá, e se elegeu.


O Tamer não teve votos suficiente para se eleger em São Paulo, mas entrou com os votos de sobras das legendas. E num consenso entre governo e oposição eles presidem as casas símbolos da nossa democracia.

Esse arquivamento era óbvio, o Sarney só de política tem quase 60 anos, imaginem o quanto esse cara sabe dos podres de seus pares no congresso, quem é que vai bancar e bater de frente com ele ? Ninguém, a não ser os que jogam pra mídia, fazem média mas refugam na hora “H” como o tal do Arthur Virgílio.
No Brasil não há mesmo limites, temos exatamente o governo que merecemos, e ainda nos revoltamos quando alguém resolve dizer que o brasileiro não sabe votar, como o Pelé fez um dia. Somos um povo apático, cúmplices de quem elegemos e com vocação pra sermos eternos sacos de pancada. Temos uma imprensa vendida, uma justiça ineficaz, uma legislação falha e confusa e vivemos sempre a espera de uma pizza nova. Outras já estão no forno.
Pra quem fica...

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Vida Virtual



Posso dizer que não sou viciado em internet, mas tudo depende do parâmetro e do ponto de vista. Acho que qualquer tipo de vício se caracteriza quando a pessoa não consegue ficar sem uma determinada coisa, mas a net ainda não me seduz a esse ponto. Ainda estou salvo, não desmarco compromissos reais para curtir os virtuais como os viciados característicos.



Tirando o tempo que sou obrigado a ficar na frente do computador por causa do trabalho, uso a internet por diversão duas vezes por dia para ver e-mails e acessar os sites de relacionamentos, blogs diversos, sites de notícias, esportes e muitas consultas, úteis e inúteis.

Mas para não viciar, todo cuidado é pouco, se a gente não se controla, quando percebe já possui vários e-mails, blogs, fotologs, orkuts, comunidades, twitter, sites e mais uma infinidade de outras participações.



Estou dizendo tudo isso porque pela enésima vez resolvi começar um blog, prometo me disciplinar para não abandonar as pessoas que convidarei para ler meus textos, por isso mesmo só vou divulgar quando já tiver algumas postagens e quando tiver a segurança que não abandonarei como todos os outros.

Apesar de gostar de bisbilhotar os blogs das pessoas que o redigem como diário e seguem a risca a rotina, o meu não será assim, posso eventualmente relatar coisas que considero interessante ou prazerosa da minha vida particular, mas normalmente tratarei de assuntos diversos sob minha ótica.



Ao contrário do que costumo fazer quando escrevo, tratarei este blog como se tivesse conversando pessoalmente com as pessoas e meu vocabulário recheado de palavrões estará presente a todo vapor, quem tem criança e se importa, está avisado.

Escolhi o título de “Tudo ao mesmo tempo agora” tirado da música “Uma coisa de cada vez” dos Titãs, resumindo, quero fazer exatamente isso do blog, de tudo um pouco sem tema específico.


Pra quem fica... até mais tarde !!!