sexta-feira, 7 de agosto de 2009

The Wall Café

Era sábado à noite, eu e a Dri nos encontramos com um casal de amigos para sair, beber e ouvir boa música, coisa rara em São Paulo, a maioria dos bares e casas de show se contaminaram de pagode, axé, forró e mais um monte de merda que se ouve hoje em dia. O casal na época era o Ricardo e a Agatha, isso no início desta década.


Fomos à treze de maio, no bixiga, lá eu tinha certeza que alguma casa teria rock ao vivo, o que procurávamos. Subimos a rua e fomos sendo abordados pelos promotores dos bares até que um me convenceu. Ele falava muito rápido, uma bicha meio afetada disparou a dizer nomes de bandas: “Aqui você vai ouvir Led Zeppelin, Deep Purple, Queen, Whitesnake, Van Halen, Ozzy Osbourne, Aerosmith, Metallica, Pink Floyd, Iron Maiden, Journey entre outras.”


Só lembro que disse pra ele: Cara, se você arrumar uma mesa, eu vou entrar, mas se não tocar tudo isso que você falou, você vai ter problemas. O nome dele era Pedro e ele arrumou uma mesa no fundo do Bar, de alguém que reservou e não chegou no horário. Ele tinha razão, os caras tocaram tudo e mais um pouco.


Estávamos no The Wall Café, foi a primeira vez que vi a Columbia Rock, nunca tinha visto e ouvido ao vivo, cover de tantas bandas e com tamanha qualidade. Simplesmente viciei no bar. Nesta época, a Columbia tocava todas as sextas e no ultimo sábado de cada mês, eu ia em todas.




Teve um ano que exagerei, roubaram meu carro, não tinha seguro, demorei seis meses para comprar outro e nesse período ia ao The Wall todas as sextas e sábados. Por estar no centro, dava pra voltar de metrô depois que saía do bar. Quando finalmente parei de andar a pé, já tinha me acostumado e continuei indo.


Nestes anos todos, quase dez, levei mais de cem amigos e parentes pra conhecer e curtir o lugar e estes por sua vez, levaram mais e mais amigos, progressão geométrica. Só de aniversários, esse ano foi o oitavo consecutivo comemorado lá, me tornei amigo particular do dono, Wallace Van Loon, seu filho Jr. e sua esposa Angela, fui até no seu casamento.


Todas as pessoas perguntam pro Wallace se “The Wall” é um trocadilho com o nome dele, tipo “The Wallace” (vivo chamando ele de TheWallace), mas ele jura que não, diz que batizou o bar com esse nome por causa do Pink Floyd, banda muito pedida na época da abertura.


O Wallace é uma figuraça, ele é dono, baterista e fundador da Columbia Rock, com 28 anos de estrada. Conheço quase todos os funcionários do bar e os outros músicos da banda.




Recentemente conheci várias pessoas que freqüentam o bar assiduamente e tenho certeza farão parte dos meus amigos por muito tempo. São todos pessoas muito agradáveis de se conviver: Messina, Dogô, Roberta, Aninha, Camilla, Letícia, Amanda, Leslie, Tatiana, Eric, Dimas, Fernanda, Claudinho, Areia, Tico Judas, Miltinho, Carol e Carlos. Foi no The Wall também que conheci a Ruthinha, amigona da ZL, o Douglas Coronel, ex-tecladista da Columbia e o Ackua, um santista gente muito boa, vocalista de mão cheia, ex-Columbia e hoje com trabalho próprio na Ackuaband, que também acompanho, quando posso.

O The Wall Café, já deixou de ser um bar, virou a extensão da casa de todos nós que não conseguimos parar de ir. A resposta pra isso, está na maneira com que o Wallace cuida do bar, junto com todos os que o ajudam a administrá-lo. Eles trabalham como se fossem da mesma família. Todos tratam o Wallace carinhosamente de Tio, inclusive nós. Tem até coro, na hora de apresentar a banda, os aniversariantes e fazer umas brincadeiras secretas, a galera o chama: “Vai Tio, Vai Tio, Vai Tio”, até ele sair da bateria a agitar a turma.


Tudo que ele faz é com muito carinho e muita energia, ele demonstra a cada minuto, que o que importa nessa vida é fazer o que gosta. É muito comum, quando não está tocando, vê-lo distraído curtindo a banda ou mesmo um vídeo no telão, brincando com os clientes ou com as garçonetes, nunca está de mau humor, é realmente cativante.


Por fim, só gostaria de registrar que o The Wall, é praticamente uma ilha em São Paulo quando se quer curtir o bom e velho Rock com qualidade, o bar é simples, aconchegante, o palco é baixo, a banda está sempre perto, a cerveja está sempre gelada e não tem frescura.


Se alguém fizer algum comentário, gostaria que contasse alguma história falando do bar, aliás vou propor isso na comunidade que criei no Orkut “Loucos por The Wall e Columbia Rock”, vamos registrar os bons momentos.
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Segue aqui uns links de vídeos que postei no youtube.
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http://www.youtube.com/watch?v=5U47okxEF6A Michael Jackson e Pink Floyd
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http://www.youtube.com/watch?v=vf7Zl0_YAO4 AC DC
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Vou parar por aqui senão me atraso e a fila do chopp vai estar muito grande, desse jeito, perco meu lugar na mesa. Fui !!!


YYYYYYEEEEEHHHHHH !!!!!!!!!!!!

3 comentários:

  1. Como não comentar...
    Chrys, sempre admirei sua inteligência e o incentivei a escrever, seja lá sobre o que for, futebol, política, sexo, amigos, sobre mim ou diversão, pois quando você quer, você arrasa, sempre gosto muito.
    Tive o prazer de compartilhar deste momento de descoberta do The Wall, juntamente com você meu amor e com amigos de longa data, que são o Ricardo e a Agatha.
    Lugar realmente muito agradável, com ótimas bandas, músicas e pessoas melhores ainda, muitos amigos passaram, passam e passarão por lá, pois o que é bom é bom e ponto, principalmente com um cara no comando, encabeçando tudo como o Wallace Van Loon (admirável por todas as qualidades que já foram ditas anteriormente).
    Pena que neste momento esteja tão longe (750 km)de distância, afinal, Floripa não é Guarulhos e não posso acompanhar muito esta fase do The Wall tão de perto, seja com as bandas e com a galera, que da última vez que fui, tive o prazer de conhecer e achei super legais, como o Messina, Amanda, Letícia, Tico e Camila e não posso deixar de falar do próprio Wallace, Ju, Angela, Ackua, Douglas, Ruth....que já são de longa data.
    Enfim, segue aqui um pedido para o Wallace (MONTA UMA FILIAL EM FLORIPAAAAAAAAAA!) Não vai se arrepender.
    E pra você Chrys, TE AMO MUITO e quem sabe não vamos comemorar nossa maioridade de relacionamento (18 anos juntos) no The Wall Também, afinal 18 anos não são 18 dias e precisa ser comemorada também em grande estilo Rock'n Roll.

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  2. Grande Chrys!
    Assino embaixo deste seu breve relato no "nosso quintal", e muito me honra, fazer parte deste seleto grupo de amigos.

    Fica pra você um grande abraço! E como diria o Tio...

    Jaaaaaailbreak!!! E vai ...........

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  3. Nossa, agora fica difícil. Transformar essa retrospectiva em palavras além das suas. Hoje o The Wall é literalmente o meu quintal, e não pude (por enquanto) reservar meu fim de semana e a tão concorrida mesa ao lado do palco. Aquele cantinho que já segurou tantos pulos, mão para cima e os coros mais esperados. As cadeiras que me davam urticária, pq era só começar o som que não conseguia me manter nelas por muito tempo.
    As amizades, o eterno " e vá pra p... q... p... tátátá jaaaaaaaaaailbreak!"
    Ah Chrydy... The Wall é... unicamente The Wall.

    Bjsssssssss

    Gatha

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